quarta-feira, maio 31, 2006

Snail Nail ...


Caracolinha Extra Small

segunda-feira, maio 29, 2006

Porque ...


Porque aqueles que amamos estão sempre connosco ...
Porque TE adoro e te admiro muito ...
Porque não há mais palavras ... apenas mais uma flôr num qualquer jardim ...

Caracolinha (sempre) Contigo ...

quarta-feira, maio 24, 2006

Vou Ali ...


Em minha pátria há um monte.
Corre em minha pátria um rio.

Vem comigo.

A noite sobe ao monte.
A fome desce ao rio.

Vem comigo.

Quem são os que padecem ?
Não sei, sei que são meus:

Vem comigo.

Não sei, porém me chamam
e me dizem “Sofremos.”

Vem comigo.

E me dizem: “Teu povo,
teu povo deserdado,
entre o monte o e rio,

com fome e com dores,
não quer lutar sozinho,
te está esperando, amigo.”

Oh tu, a que amo,
pequena, grão vermelho
de trigo,
a luta será dura,
a vida será dura,
mas tu virás comigo.

Los versos del Capitán, Pablo Neruda


Ele, o poeta, é Chileno, eles, os músicos, Argentinos ... caso para dizer, a América do Sul no seu melhor ...

E porque “vou ali e volto já”, me despeço de todos até domingo, com um beijinho encaracolado em amizade e um abraço apertado ... :)

Caracolinha Itinerante

domingo, maio 14, 2006

A Ouvir ...


Marisa Monte ... O Bonde do Dom ... a tocar numa casquinha perto de si ... ;)

Novo dia, sigo pensando em você
Fico tão leve que não levo padecer
Trabalho em samba e não posso reclamar
Vivo cantando só para te tocar

Todo dia, vivo pensando em casar
Juntar as rimas como um pobre popular
Subi na vida com você em meu altar
Sigo tocando só para te cantar

É o Bonde do Dom que me leva
Os anjos que me carregam
Os automóveis que me cercam
Os santos que me projetam

Nas asas do bem desse mundo
Carrego um quintal lá no fundo
A água do mar me bebe
A sede de ti prossegue
A sede de ti ...


Caracolinha "Sedosa" ... :)

terça-feira, maio 09, 2006

Hum ... ??



Finalmente encontraram a minha "Caixa Negra" ... o que conterá ?? ... hum ??

Abrimos ??

Caracolinha EnCAIXAda ...

sábado, maio 06, 2006

1856 - 1939 ...


Passados que foram 150 anos sob a data de nascimento de Sigmund Freud, o "Pai da Psicanálise", esta data nunca poderia passar em branco aqui na casquinha ... por isso, e em jeito de homenagem, deixo-vos aqui ficar excertos de uma excepcional biografia publicada no "Notícias Magazine" (#727) de 30 de Abril passado, um texto de Cláudia Moura com o título "Em Nome do Pai" ... que vale muito, mas muito, a pena ser lido na íntegra ... ah, e a não perder também, nessa mesma edição, a entrevista, da mesma autora do texto, à psicoterapeuta Isabel Leal ...

Nasceu a 6 de Maio de 1856 em Freiberg, na Morávia (...). Chamam-lhe Segismundo e, (...) Freud começa por mudar o seu nome para Sigmund (...). Formou-se em Medicina com especialidade em Neurologia. Desde sempre interessado pelo estudo da histeria, consegue uma bolsa para estudar em Paris com Charcot, (...) as suas técnicas de hipnose (...).

É no entanto com Josef Breuer (...) que a história terá o desenlace. Breuer apresenta-lhe o caso de Anna O (...), que sofre de crises histéricas. Durante as suas crises tem episódios de paralisia temporária, não consegue engolir nem falar o seu alemão nativo e desata a falar em inglês. Breuer descobre que sob o estado de hipnose Anna O. consegue recordar acontecimentos traumáticos da sua infância e que uma vez partilhados os sintomas críticos desaparecem. Chama catarse a esta espécie de "descarga emocional" que parece conduzir à cura. Freud fica impressionado com a propriedade terapêutica da conversa e em 1895 publicam juntos «Estudos Sobre a Histeria», obra que pode ser considerada o marco inicial da psicanálise. Mas as críticas ao ensaio desalentam Breuer (...). Na década de 1890 Freud desiste gradualmente da hipnose substituindo-a pelo divã. Com o paciente numa posição confortável conduz uma "associação livre" de ideias através da qual encontra lembranças "recalcadas" pelo paciente e que serão a causa dos seus distúrbios.

Devido à natureza das experiências traumáticas recordadas pelos pacientes, Freud fica cada vez mais convencido que o campo sexual é parte dominante na etiologia das neuroses e passa a considerar o desejo como motivação primordial do comportamento humano. A ênfase sexual que põe na sua teoria é a principal causa do afastamento de Breuer, como, no futuro, de vários colegas seus.

(...) O papel importante que descobriu na nossa natureza sexual valeu-lhe ser insultado pela comunidade científica (...) numa época em que as histéricas de Charcot são vistas como depravadas e tratadas com electro-choques, Freud é o único a dar-lhes crédito ouvindo o seu lado obscuro. Sentado, invisível, à cabeceira do seu divã, ouve memórias, relatos de sonhos e ocasionalmente deixa escapar uma palavra solta, desvendando sentidos para o que ouve. Com uma intuição fulgurante, caminha no terreno do inconsciente e procura dar-lhe uma geografia (...).

(...) O homem que ousou libertar a humanidade de muitos dos seus tabus, atribuir uma sexualidade às crianças e dar crédito ao "ódio" sentido contra um pai que possui a nossa mãe, era no entanto um puritano e conservador.

Todos os registos apontam para uma pessoa livre na maneira de pensar mas escrupulosa na maneira de agir. "Pulsões" ou primado da sexualidade à parte, os biógrafos, os amigos e as cartas que deixa revelam um homem agarrado às normas (...).

Quem se seguirá é a filha Anna (...). Em 1920 Anna acompanha o pai ao congresso em Haia, fazendo a sua entrada oficial no mundo da psicanálise. É finalmente a sua herdeira (...).



Em Maio de 1923 é diagnosticado a Freud um cancro no palato e é sujeito a 33 operações (...). Sofre dores penosas e precisa de uma prótese para falar e comer. Nunca se queixa, nunca deixa de dar consultas e de escrever (...). Mas nem assim deixa de fumar os seus charutos (...). Vinte por dia, do levantar ao deitar, destroem lenta e sistematicamente a boca, o órgão onde nascera afinal a pedra filosofal de toda a sua descoberta, a cura pela fala (...).

Morre às três horas da manhã de 23 de Setembro de 1939.

Mas como os génios nunca morrem, aqui fica, para todos recordarmos, este que é sem dúvida um dos ídolos aqui da molusca.

Caracolinha Freudiana

terça-feira, maio 02, 2006

100 ...


Ele há dias em que uma miúda fica mesmo azamboada, estou que não posso ... então e não é que este é o meu centésimo post ????

Eh pá ... o que eu vos agradeço a pachorra de cá virem e de (ainda) me aturarem ... :)

Mas pronto, um 100 é sempre um 100, e aqui espero estar, ainda, de casca viçosa, para quando vier o 200 ...

A todos vocês que me têm acompanhado ao longo desta viagem vos agradeço bem do fundo da casca ... pela companhia, pelas palavras, pelo sentido de humor, pelos ensinamentos, pelas partilhas, pelas empatias, pelas convergências e divergências, pelas risadas sonoras e por uma ou outra lágrima que nunca se consegue evitar !!!!

Mas aqui estamos, neste canto, que é de todos nós, porque se é verdade que ele vive do que escrevo, mais verdade ainda é que deixaria de fazer sentido sem a vossa presença.

A música, e principalmente a letra, reflectem na perfeição a alegria que sinto por vos ter comigo !!!!

São vocês que o animam e lhe dão vida, por isso, de que outra forma poderia terminar este post senão com um ...

Caracolinha Agradecida ... :)

quinta-feira, abril 27, 2006

Ele ...


No velho bar Blue Swan as horas arrastavam-se e os minutos escorriam devagar, como em todas as noites ...

Retiro de velhos conhecidos a quem a vida, de forma mais ou menos inesperada, mergulhou na solidão, era ponto de encontro obrigatório nas noites em que as saudades e as angústias batiam mais fortes que as horas no Big Ben ...

O ambiente do bar era escuro, apenas iluminado por umas luzes vermelhas que o faziam parecer estar em chamas, com mesas redondas e baixas e uns puff’s que alargavam no topo e faziam o corpo sentir o conforto que a alma procurava ... toda esta escuridão servia na perfeição para contrastar com o brilhante dos copos e do gelo que boiava nas mais diversas espécies de bebidas ... de vez em quando um raio de luz, semelhante a um foguete em noite de festa, quando um cigarro se acendia ...

O pianista fazia ecoar por todo o espaço a música “New Coat of Paint” do Tom Waits ... a música perfeita para acompanhar o típico pedido do “give me a double” e para acentuar ainda mais qualquer estado de angústia que invada o coração mais solitário ... mas eles aguentavam-se ali estoicamente, firmes como rochas, a engolir em seco a cada acorde que saía descomandado daquele piano e a afogar as mágoas em cada trago ...

Apesar dos frequentadores serem quase sempre os mesmos praticamente não trocavam palavras entre si ... apenas olhares ... de cumplicidade, de angústia, de vida vazia, de solidão, de batalhas perdidas, de forças esgotadas ... olhares que se espelhavam uns aos outros ... olhares de interrogação ... que de quando em vez deixavam escapar um sorriso ansioso como se adivinhassem respostas que nunca chegavam a aparecer ...

Acendiam mais um cigarro, fitavam os olhos no chão e esperavam ... esperavam que as luzes se acendessem, as únicas luzes que conseguiam dar vida áquele espaço feito de gente que se amontoava e parecia alterar entre um estado onírico e semi-onírico ...

Sim, o palco, que, apesar de pequeno, recebia aquela que, desde há anos, emprestava a sua voz para massajar a alma daqueles homens que buscavam incessantemente aquilo que pareciam nunca mais encontrar ...

Rosa Bacardi, de seu nome artístico, entovava sempre o mesmo repertório ... e assim surgia uma música atrás da outra, tudo demasiado previsível, mas ainda assim suficiente para quebrar o gelo em que se tinham transformado muitos dos corações ali presentes ...

Rosa continuava bonita, apesar de ter já vincados no rosto os sucalcos que a idade escava, mas continuava a cantar com o mesmo prazer, era inevitável vê-la sorrir ao começar cada actuação ... e como os sorissos habitualmente se contagiam era bonito ver como aqueles homens sisudos se deixavam embalar na sua voz como bebés de colo, como se cada nota que saísse daquela boca se transformasse numa mão invisível que lhes acariciava o rosto ...

De repente, quando Rosa se preparava para cantar, a sua canção preferida, numa imitação quase perfeita de Isabel Pantoja, com o seu “Marinero de Luces”, a canção que sempre, desde há muitos anos, encerrava a sua actuação, resolveu dedicá-la, em pensamento, ao único homem que alguma vez notara ali sentado com ar de quem não se sentia perdido, alguém com um brilho tão forte no olhar que poderia iluminar todo o palco se as luzes se apagassem, um homem que só podia ser bom, pensou ela, ou, de resto, não a faria sentir tão especial, mesmo assim, à distância ... e cantou como nunca tinha cantado, para alguém que nunca vira antes nem jamais voltaria a ver ...

Veio depois a saber que era apenas conhecido por Mocho Falante ... o tal homem que destoava pelas cores que pintaram, por uma noite, um bar monocromático ...

Esta é dedicada a ti, amiguinho, porque foram as nossas tonteiras que me inspiraram ... ;)

Caracolinha Bartender ...

terça-feira, abril 25, 2006

Emocionada ...


Porque hoje é o dia da LIBERDADE, da REVOLUÇÃO, vos saúdo livremente, rendendo as minhas homenagens a todos os homens e mulheres que sofreram na pele para que hoje possamos erguer a nossa voz e gritar bem alto: Liberdade sim, fascismo nunca mais ...

Para ti minha
AMIGA MAIOR, uma dedicatória especial neste dia que sei assume para ti uma importância para lá de especial e que sempre vais comemorar para a rua ... para ti ... que és uma Mulher que reúne todas as características dos valores de Abril ... pela Coragem que revelas na vida, pela grande Lutadora que és, por seres uma Resistente, pela tua Lealdade, Grandeza e Determinação, te deixo a ti (e a todos), aquela que sei ser uma das tuas fotografias preferidas ... a ti, que és a maior Amiga que jamais tive ... !!!!

Caracolinha em Liberdade

sábado, abril 22, 2006

On The Edge ...


Existem aqueles momentos que nos fazem suster a respiração ... por isso, vamos abanar o capacete, mas devagarinho, para ver se o banco aguenta ...

Caracolinha a caminho de salvar o animal dos "glúteos assassinos" ... :)

terça-feira, abril 18, 2006

Elos ...


Em resposta ao desafio lançado pela querida Wind, e apesar de atrasada, afinal eu sou uma caracolinha, continuo a seguir o lema do “mais vale tarde que nunca...” e por isso me proponho hoje seguir este elo que me faz muito sentido uma vez que se destina à divulgação de Instituições que admiramos pelo trabalho que põem em marcha em prol de quem delas necessita.

Por essa razão decidi escolher a APFADA – Associação Portuguesa de Familiares e Amigos de Doentes de Alzheimer.

Esta Associação existe desde 1988 e foi fundada pela Professor Doutor Carlos Garcia. Apoia, não só os doentes portadores de Alzheimer como, também, os seus familiares que, no caso dos doentes não institucionalizados, são a pedra basilar em termos de acompanhamento – os chamados cuidadores.

A APFADA conta com delegações a Norte (Vila Nova de Gaia), no Centro (Pombal), na Região Autónoma da Madeira (Funchal), nos Açores (Ponta Delgada) bem como o Núcleo do Ribatejo (Almeirim).

Podem aceder ao site da APFADA e ficar a saber mais sobre o magnífico trabalho levado a cabo por esta Associação.

A eles, os meus parabéns, pela dedicação, voluntarismo e obra feita que merecem, desde, já os meus maiores respeitos.

Para seguir esta corrente, que não merece ter fim, escolho mais três amigo(a)s:

- A minha querida “Crisquita”
- A minha ovelhita tresmalhada
- O meu extraterrestre preferido

PS. Papoilinha linda, não me esqueci do teu desafio ... fica para a próxima ... ;)

Caracolinha Divulgadora ... :)

quarta-feira, abril 12, 2006

"Épi Istér" ...


Uma PÁSCOA ENCARACOLADAMENTE FELIZ é o que vos desejo a todos, porque, acima de qualquer data, celebração ou crença, o que conta é a nossa infinita vontade de sermos felizes ...


Caracolinha “Pascoal”

segunda-feira, abril 10, 2006

Confabulações ...


E agora era eu que ía ali e, quando voltasse, este já era um país ao qual eu tinha verdadeiramente orgulho em pertencer ...

Caracolinha a Delirar ... :)

terça-feira, abril 04, 2006

Des-Crédito ...



Cada vez se ouve falar mais dos endividamentos excessivos das famílias portuguesas .... hoje assiti, por breves momentos, a um fórum televisivo em que se discutia o papel perverso da publicidade que leva muitas vezes as pessoas a consumirem bens de que não necessitam ou a recorrerem a linhas de crédito para cumprir este ou aquele sonho, sem pensarem depois que variáveis como as subidas das taxas de juro poderão transformar aquilo que parecia um sonho, num autêntico pesadelo ....

Neste debate assumia particular destaque o papel da publicidade de algumas instituições bancárias ... e, de imediato, me veio à cabeça aquele anúncio genial do banco que mudou de tom de cor há bem pouco tempo, onde aparece o Cristiano Ronaldo a dizer qualquer coisa como ... “com este cartão tenho acesso a descontos na prestação da casa e do carro e seguros mais baratos...” !!!!

Que boas notícias para o miúdo Cristiano que, como aufere pouco granel no fim de cada um dos meses, sempre poupa alguns tostões para ir comprar mais um par de calças à feira de Carcavelos... bem, isto sem contar com o que ele deve ter metido ao bolso com esta e outras campanhas publicitárias ...

Foi boa esta escolha do rapaz ... faz-me sentido escolherem pessoas que realmente precisam de uns descontozinhos ...

Resta-me o consolo de acreditar que muitas figuras públicas usarão também a sua imagem para a associar a causas meritórias e algumas delas até poderão contribuir com quantias generosas para algumas instituições ...

Mas confesso que me daria muito mais gozo ver, nesta e noutras campanhas, um velhinho bem velhinho a dizer qualquer coisa do género ... “com este cartão já não preciso de, a meio do mês, olhar para o dinheiro que me sobra da minha mísera reforma e decidir se hei-de comprar medicamentos ou comida para os próximos 15 dias ...

Caracolinha Corrosiva ... :)

quinta-feira, março 30, 2006

Ice Age 2 ...


Hoje fizeram-me uma surpresa “daquelas” ... e se há coisa que eu gosto é de uma boa surpresa !!

Só me disseram a hora e me levaram à pendura de Vespa até ao local onde supostamente tudo iria acontecer ...

Chegados lá, o local era-me mais que familiar, um cinema de que eu gosto e, logo de seguida, uma instrução rigorosa ... “agora entras sem levantares os olhos do chão e sentas-te ali na mesinha daquele café de costas voltadas para os cartazes dos filmes e nem te atrevas a olhar para trás...”.

Ordem cumprida, lá fiquei sossegada à espera do que lá viria ... mas o que me esperava era muito, mas muito mais do que eu poderia imaginar .... lá entrei na sala ao meu melhor estilo esquizóide, de olhos postos no chão, e a surpresa chegou ao ponto de até os ouvidos me taparem para ninguém que entrasse dissesse o nome do filme e eu me arriscasse a ouvi-lo ... !!!!

A sala não estava cheia, longe disso, o que mais me fez acreditar quando me disseram anteriormente (a única pista que me facultaram) que iria ver a reposição de um filme francês do qual falara muito e que nunca cheguei a ver ... mas, de repente, entra uma revoada de mais de 10 crianças de uma vez ... "para ver a reposição de um filme francês ????" (pensei eu), estranho mas, de repente passou-me pela cabeça que podia ser a reposição do famoso Bambi (mas em francês ????), aquele veado que fez as crianças da minha geração chorarem baba e ranho ... bem nesse aspecto, estávamos bem servidos nós as crianças dos anos 70 e princípios de 80, era uma desgraceira pegada, a começar no pobre Calimero, o pinto com a mais baixa auto-estima da história da banda desenhada e a acabar no Marco que acabava cada episódio a correr no caís atrás de uma mulher, que, após 24 horas de angústia, descobriamos no dia a seguir que não era a mãe dele ... mas adiante ...

Assim que se apagaram as luzes comecei a ver genéricos de filmes animados e a hipótese Bambi avançava em direcção a mim com cada vez mais força, e comecei a acreditar que a do filme francês era uma pista falsa, tão própria das surpresas ....

E, de repente, sem que nada fizesse esperar eis que vejo uma das minhas personagens favoritas de sempre, Scrat, esse esquilo da pré-história, mais uma vez a fazer as honras da casa ... e caí em mim ... diz quem estava ao meu lado que os meus olhos brilhavam mais do que os de qualquer criança que assistia e o caso não era para menos, eu estava, sem suspeitar sequer, na estreia da segunda parte do meu filme de animação preferido – A Idade do Gelo !!!!

Com a amizade e união como pano de fundo e com uma qualidade absolutamente fabulosa, esta Idade do Gelo, Parte 2, aposta claramente em mais cenas desta que foi uma das personagens mais bem conseguidas do filme de estreia, Scrat, quem mais ?? algumas delas que me fizeram quase rebolar de tanto rir, onde a sua obsessão pela busca de bolotas o faz ir cada vez mais longe de formas cada vez mais originais.


O filme vale por tudo. Mostra que cada vez mais se pode ir longe na banda desenhada... impressionante a capacidade com que se transmitem as texturas dos pêlos, os sons, as paisagens, o “falar dos olhos” ... a facilidade como se passam emoções ... nesta amizade feita de compatibilidades e incompatibilidades, de momentos em que o pânico se transforma em humor e os medos são jogados para trás das costas porque tudo vale quando se trata de salvar e estar com quem se ama.

Um filme que prova que o amor não existe sem amizade e que, de certa forma, a amizade também não existe sem amor ...

A não perder, para disfrutar, de cada minuto ... aguardo ansiosamente que seja editado em DVD para poder arrumar a Parte 2, bem juntinha à Parte 1 que já mora na minha prateleira há algum tempo ...

A ti, obrigada pela surpresa, por ma teres conseguido fazer, e pela partilha de mais um momento tão especial.

Caracolinha no Degelo

quarta-feira, março 22, 2006

Só ...


Só o Amor me faz Correr ...
Só o Amor me faz Ficar ...
Só o Amor me faz Perder ...
Só o Amor me faz Querer Mais ...

(Acordar – Rádio Macau)

Caracolinha Acordada

sábado, março 18, 2006

La Marche ...


Hoje vi o mais belo documentário a que já tive oportunidade de assistir na minha vida ... uma história de amor, de danças, de luta, de subsistência, de partilha, de união, de instintos, de protecção, de cumplicidades, de chamamentos, de reconhecimentos, de frustrações, de experiência, de inexperiência, de disputa, de desespero, de caça, de resistência, de longas caminhadas ... uma marcha ... pela sobrevivência.

Um filme que relata e retrata as longas caminhadas que, em todos os Invernos, os Pinguins Imperadores têm que fazer no local mais inóspito da Terra, levados pela necessidade de reprodução e preservação da espécie.

Os fabulosos diálogos “emprestados” a este fantástico filme e narrados pelas vozes de Romane Bohringer, Jules Sitruk e Charles Berling, trazem às personagens, e uso a palavra “personagem” de forma absolutamente consciente, ainda mais emoção e tornam esta película numa fantástica descrição de bravura em que o instinto dita as regras e as impõe com uma força tal que se torna impossível acreditar que existe a palavra “desistir” .... aqui só se desiste quando a última réstia de força falta.

Imperdível, fascinante, inesquecível, emocionante, inesperado ... e com uma banda sonora absolutamente imperdível da qual deixo aqui a tocar um pedacinho para vos abrir o apetite ...

Um filme de Luc Jacquet .... nomeado para um Óscar de melhor documentário e que ... acabou por o arrebatar ... não gosto de falar do que não conheço e, de facto, desconhecia os outros candidatos a esta categoria, mas não posso, depois de ver esta autêntica obra prima, deixar de dizer ... muitos parabéns a quem aguentou as terríveis condições climatéricas e, durante um ano, acompanhou e testemunhou uma experiência de vida que, em nome da reprodução e protecção da sua espécie, aguenta e suporta as mais duras provas ...

Mais uma vez os animais a mostrarem-nos que ainda temos muito a aprender com eles ... e que bom é aprender desta maneira.

Resta-me um agradecimento à amiga Vespinha por esta excelente dica.

A Marcha dos Pinguins ... já à venda, para quem quiser guardar para sempre um filme que não se esquece. Eu já cá tenho o meu ...

Caracolinha Marchante

quarta-feira, março 08, 2006

Parabéns Lin-DINHO ...


Há sentimentos que são tão fortes que se tornam quase impossíveis de descrever por palavras .... já te tinha dedicado um post inteirinho ..., lembras-te ???? um post só teu ... em que te dizia tudo aquilo que trouxeste à minha vida ... tudo aquilo em que a mudaste .... a forma como a preencheste, as cumplicidades, as brincadeiras, os momentos únicos, os afagos, as aprendizagens mútuas ... a alegria por te ver crescer forte e saudável porque quando vieste parar às minhas mãos depois de estares praticamente ao abandono nem sequer tinhas dentes ainda, quando te depositaram nas minhas mãos como se não valesses nada nem imaginavam que valias tudo .... eras tão pequenino que me cabias numa mão aberta ... não tinhas dentes, mas tinhas pulgas .... muitas !!!!

E tinhas no olhar aquele brilho que só têm os fortes .... aqueles que querem viver para fazer os outros felizes .... para serem leais e inseparáveis, para serem os maiores e os melhores companheiros do mundo. Foi por uma questão de minutos que nos cruzámos e que te vi .... nem sabes as vezes em que pensei que se me tivesse atrasado 2 minutos já não te tinha visto ... mas não me atrasei .... cheguei bem na hora ... porque tinha que chegar ... porque já eras tu aquele que me ia acompanhar a casa e trazer a luz aos olhos de quem me ajudou a criar-te com todo o amor a que só a relação a três mais feliz do mundo consegueria dar forma.

Já eras lindo ... eras, e és, o cão mais lindo do mundo .... e já eras nosso ... a facilidade com que te moveste cá em casa desde a primeira hora como se tivesses reconhecido desde o primeiro segundo cada canto como o teu canto ... a forma como respondeste de imediato ao comer a comida que pacientemente te amoleciamos em água porque sem dentes só conseguias comer aquela pápa ... o que tu precisaste logo de nos sentir desde o primeiro segundo ... como adormecias ao nosso colo, como chorávas de noite ... como nos adoptaste desde o primeiro olhar ....

Hoje continuas aqui, connosco, a fazer-nos perceber que representas uma parte de ambos ... se por um lado és super tolerante, calmo e sempre de bem com a vida ... por outro lado não resistes a uma boa brincadeira, a uma correria tresloucada e tens esse sentido de humor que se reconhece à distância .... ah, e és um "bom garfo" ... lá nisso também tens bem a quem sair ... a vida para ti é uma festa, e tu para nós foste o maior presente !!!!

Fazes 4 anos ... incrível como o tempo passa quando nos divertimos não é ????

E estás aí no sofá ... a olhar para nós com esse ar de quem acredita no amor incondicional que te temos e que tu nunca perdes uma oportunidade para retribuir ... estás nos nossos corações, companheiros de grandes aventuras que já passaram e de todas as outras que a vida seguramente ainda nos proporcionará ... porque cá em casa já sabes qual é o lema ... andas sempre connosco para todo o lado .... porque sítios que não sirvam para ti também não servem para nós ... porque a vida só faz sentido quando a partilhamos em todos os momentos .... por isso meu lindo, mochila às costas e aí vamos nós ... viver o muito que a vida ainda tem para nos dar e que se reflecte em cada brilho do teu olhar, no abanar constante dessa tua linda cauda, nos suspiros profundos de cada vez que estás deitado no meio de nós, no teu conhecer de cada um dos nossos passos e hábitos .... no belo cão em que te tornaste .... na parte de cada um de nós que tu aprendeste e adoptaste ...

Amo-te ... amamos-te ... e vamos estar contigo, sempre de mãos e pata dadas como se os três fossemos um só ...

PARABÉNS PELOS TEUS 4 LINDOS ANOS E PELO ORGULHO QUE NOS FAZES SENTIR A CADA DIA QUE PASSA !!!!

Caracolinha e Chinho ... os donos mais babados do mundo !!!!

segunda-feira, março 06, 2006

Hello There ...



Smile ... Snail Girl Is Watching You ... :))

Entretanto deixo-vos esta espectacular regressão musical à minha adolescência ...

Caracolinha The Big Sister ... :))

sexta-feira, março 03, 2006

O Inimigo ...


Foi medonha tormenta a minha mocidade,
Aqui e além cortada por brilhantes sóis;
A chuva e os trovões fizeram tais estragos
Que poucos frutos rubros no jardim me sobraram.

E eis-me já em pleno Outono das ideias,
Quando é preciso usar os ancinhos e a pá
Pra arranjar outra vez a terra, após a cheia,
Onde a água escavou, quais tumbas, grandes valas.

E quem sabe se as flores que eu sonho, renovadas,
Poderão encontrar nessa areia lavada
O místico alimento que lhes dê vigor ?

- Ó dor ! Ó minha dor ! O Tempo engole a vida,
E o que nos rói o peito, esse obscuro Inimigo,
Com o sangue que perdemos cresce e ganha força !

Charles Baudelaire – As Flores do Mal

Caracolinha feita de Sonhos Renovados