sexta-feira, julho 29, 2005
quinta-feira, julho 28, 2005
É ou Não É ??
Hoje apetece-me partilhar um pensamento que uma querida amiga me enviou e que nos faz pensar acerca da importância, ou não, que damos às coisas que nos acontecem e da relatividade com que as interpretamos ...É uma frase simples, mas, na maioria dos casos, é no meio das coisas simples que encontramos as grandes verdades, os grandes valores e que nos encontramos a nós próprios.
« A vida não é medida pelo número de vezes que respiramos,
mas pelos momentos que nos tiram a respiração ... »
Caracolinha Pensativa
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Caracolinha
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12:28 da manhã
27
folhinhas de couve
quarta-feira, julho 27, 2005
Ontem ...

Ontem quando olhei pela janela da sala ela abatia-se com uma força inesperada... a chuva ...assim que me apercebi de como caía fui a correr para a janela pôr os bracinhos de fora e sentir essa frescura que só ela proporciona ... e inspirar o mais fundo que consegui ... tantas vezes quantas fui capaz.
Amo sentir o cheiro que se propaga no ar, o cheiro que a chuva traz consigo, amo aspirar o perfume da relva que acaba de ser molhada e da terra humedecida pelas gotas ... amo ver as folhas caírem das arvores com a força da chuva e embaladas pelo vento irem parar, sem destino, onde menos se espera.
Que noite maravilhosa, que fresca a chuva que caia. Tudo me pareceu ter ficado mais verde, mais brilhante, mais limpo, mais cheiroso, mais macio ...
A chuva de ontem massajou-me a alma e refrescou-me o espírito ... e desfrutei dela com todos os sentidos - sem os distinguir, como diz alguém que eu «conheço» - como deve ser, e da melhor forma que pude e que soube.
Esparramei-me no sofá, com uma nesga da janela aberta, enrroscadinha ao cão mais lindo do mundo, que suspirava profundamente como se ele também estivesse a usufruir na plenitude daquele momento mágico, de olhos fechados, à média luz, a ouvir um dos sons mais relaxantes que conheço e a gozar cada segundo ... ou não fosse eu uma mulher do Inverno ....
Foi uma daquelas noites que significaram muito para mim e para o meu cão.
Para mim porque tive oportunidade de «olhar para dentro», para o meu cão porque, como me ama, dividiu comigo até à exaustão aquele momento de introspecção ...
Caracolinha Impressionista
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7:48 da manhã
32
folhinhas de couve
segunda-feira, julho 25, 2005
Em Espelho ...
Quando alguém demora muito tempo a fazer alguma coisa, dizemos que é lento ... mas quando sou eu, sou meticuloso;Quando alguém deixa alguma coisa por fazer assumimos que é preguiçoso ... mas quando sou eu que não faço, é porque estou demasiado ocupado;
Quando alguém faz alguma coisa sem que lhe tenham pedido achamos que está claramente a ultrapassar os limites e as suas competências ... mas quando sou eu a fazer a mesma coisa é porque revelo iniciativa;
Quando alguém defende com energia a sua opinião assumimos que está a ser teimoso ... mas quando sou eu a ter essa atitude é porque sou firme nas minhas convicções;
Quando alguém comete um erro pensamos que é óbvio que aquilo tinha que se dar ... mas quando sou eu a comete-lo foi pura falta de sorte;
Quando alguém negligencia alguma regra de etiqueta é porque é rude e malcriado ... mas quando isso acontece comigo é porque sou muito distraído;
Criticamos a teimosia, mas louvamos a persistência. A primeira é uma das características do nosso vizinho, enquanto a outra é uma das nossas qualidades ...
E é por essa razão que se torna difícil corrigir as nossas falhas, porque só as reconhecemos nos outros ...
Li qualquer coisa parecida com isto algures ... e apeteceu-me partilhar ...
Caracolinha Reflectora
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Caracolinha
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9:03 da tarde
24
folhinhas de couve
domingo, julho 24, 2005
«Sexo» ou «Cego» ????
Tendo ontem tido um tempinho extra para me passear nos blog’s do costume fui dar de caras com uma troca de palavras engraçada numa resposta a um comentário ... um autêntico «acto falhado», como, de resto o classificou o seu autor, e que veio a dar o mote para este post por me ter levado a uma curiosidade gigantesca sobre qual a explicação para o engano. Sim, porque tudo tem uma explicação, nada acontece por acaso !!!!Disse o «miúdo» que «não era do cego feminino» ... e isto deixa-me a pensar ... trocar a palavra «sexo» pela palavra «cego» e, ainda por cima, no «feminino» ...
Esta simples troca de duas letras leva-nos a colocar a seguinte questão: serão cegas todas as mulheres que não pensam em sexo, e aqui temos que atribuir à palavra cego um sentido figurativo, do tipo, são mulheres que andam «fechadas para o mundo», ou será que todas as mulheres que não têm oportunidade para desfrutar dele por razões que não se prendem directamente com a sua vontade, têm fortes probabilidades de desenvolver graves problemas de visão com o passar do tempo ????
É que encontrar uma explicação plausível para esta questão atempadamente pode significar a diferença entre termos ou não que pedir com urgência fundos à Comunidade Europeia para investir em Centros de Treinos para cães guias !!!!!!
Aceitam-se sugestões para desatar este nó ...
Caracolinha Psicanalítica
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Caracolinha
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10:49 da manhã
25
folhinhas de couve
sexta-feira, julho 22, 2005
Faz Hoje UM MÊS que « Saí da Casca ... »
Pois é ... faz precisamente hoje UM MÊS que me iniciei nesta aventura do Snail Tale ... o tempo passa depressa quando nos divertimos, e quando hoje me dei conta que já tinha passado tanto tempo desde o primeiro post, apercebi-me também que a minha motivação para aqui escrever com tanto entusiasmo se deve essencialmente a todos vocês que usualmente me fazem estas simpáticas e ternurentas visitas.Queria agradecer-vos a todos os bons momentos que (julgo) temos vivido aqui na casquinha ... afinal, o que é a vida sem a partilha ????
Que o tempo sirva sempre para nos unir ainda mais.
Beijinhos a festejar o PRIMEIRO MÊS DE EXISTÊNCIA !!!!
Um BEIJINHO ESPECIAL aos «Padrinhos» e AMIGOS DO CORAÇÃO, Vespinha e Mocho.
Caracolinha Festiva
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Caracolinha
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8:40 da tarde
25
folhinhas de couve
quinta-feira, julho 21, 2005
« DesaFINANÇAS ...»
Qual não é o meu espanto quando, ontem à noite, vinda eu ainda a viver as réstias de felicidade que trazia por ter estado a nidificar com o amigo mocho, mais os amigos do costume, chego a casa ainda de sorriso rasgado ... ligo a televisão do quarto e ... o meu queixo cai .... sento-me à bordinha da cama assistido incrédula à notícia que passava na SIC Notícias ... o Ministro das Finanças «deu à soleta», «pôs-se ao fresco», «bazou», «deu de frosques», «raspou-se», «levantou a âncora», «saiu», «abandonou o cargo», «pôs o lugar à disposição», «apresentou a sua demissão» ... seja lá que nome lhe dermos continua sempre a parecer estranho...E parece-me estranho por muitas razões mas, essencialmente por esta: como é que é possível que um homem, que há bem pouco tempo, tomou decisões de uma violência extrema (não está aqui em causa a intenção com que decidiu), que nos afectam a todos, e de que maneira, que podem marcar a diferença entre o desabar ou não de muito orçamento familiar, se lembre agora de dizer que já não lhe apetece mais jogar a este jogo ????
Eu até percebo que, de facto, ele possa ter ponderado que perder as chorudas reformas das quais beneficia o podia fazer vacilar entre continuar ou não ... mas porque é que ele não se lembrou logo disso ????
Foi preciso primeiro arrasar com o nosso, já parco, bem estar, fazer-nos pagar (AINDA) mais IRS, aumentar o raio do IVA e, em consequência disso, o preço de quase tudo aquilo em que tocamos, continuar a insistir em enveredar por projectos megalómanos que, quando espremidos, acabam por nos fazer ver que a montanha pariu um rato, fazer de conta que estava a dar um bom exemplo a prescindir das suas reformas para, afinal, voltar a trás e roer a corda.
Mas agora pergunto eu ... e quem é que vai ficar cá a pagar a factura das argoladas que entretanto ele se entreteve a fazer ?? Os do costume, claro !!!!
O que me horroriza, neste e noutros governos com que já tivemos levar, é a impunidade com que exercem as suas funções ... prometem mundos e fundos nas campanhas, todos, sem excepção, ganham as eleições à conta dessas tretas, porque o povão, já desesperado, parece o burro atrás da cenoura e vai a correr, perseguindo as ilusões porque tem que acreditar nalguma coisa e depois é vê-los ... todos iguais. Chegam à cadeira do poder e olham todos para os papeis com o sobrolho franzido, abanam a cabeça, franzem de novo o sobrolho, abanam outra vez a cabeça e lançam a célebre frase «realmente, a situação do país é caótica...».
Mas digam-me lá por favor se sou eu que estou com os copos ou se é preciso um tipo ser Ministro, Secretário de Estado ou mesmo Deputado para ver que este país já passou o prazo de validade há muito tempo ... para ver que se continuam a revezar no poder partidos que passam a vida a dizer que a culpa é do outro ... assim até parece que não custa nada ... sim porque se continuam a esbanjar milhões a alimentar uma máquina estatal que já está mais ultrapassada que os cortes de cabelo do Marco Paulo, e não se vê nada a melhorar, antes pelo contrário.
E o pior é que olhando à volta as alternativas são todas tão credíveis como os milagres anunciados por algumas igrejas que nascem por ai como cogumelos ...
Por isso Sr, agora Ex, Ministro das Finanças, que a vida lhe seja leve, e deixe estar-se sossegadito que nós cá ficaremos todos com um sorriso estampado na fronha a pagar a factura das belas obras que decidiu edificar durante este tempo em que desfrutou deste brinquedinho que lhe puseram nas mãos ...
O meu muito obrigada pelo seu empenho e pelo carinho com que transformou a minha vida numa surpresa diária ... porque agora, quando vou pôr gasolina, nunca sei quanto é que vou pagar por ela não é ????
E há lá coisa melhor do que quebrar a monotonia na vida de um cidadão ????
Caracol Espantado
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Caracolinha
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5:52 da tarde
22
folhinhas de couve
A Passo de Caracol ...
Isto prova que, mesmo a passo de Caracol, o importante é chegar ao destino ...
Este post é dedicado a ti IM ... vê lá se não vai ter contigo direitinho ????
A todos um MUITO BOM DIA e uma beijoquinha minha !!!!
Caracol Feliz com a Nova Conquista
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Caracolinha
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7:35 da manhã
13
folhinhas de couve
quarta-feira, julho 20, 2005
Parabéns Mocho !!!!
MUITOS PARABÉNS Caracol Celebrador |
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Caracolinha
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12:48 da manhã
28
folhinhas de couve
terça-feira, julho 19, 2005
Para Ti C.
Recebi esta mensagem, que agora reproduzo na íntegra, pela mão de uma pessoa que conheci no meu emprego há relativamente pouco tempo, mas que depressa passou a fazer parte do «meu mundo».Isto porque nestes dias repletos de banalidade, conhecer alguém que faz da sensibilidade a sua arma de arremesso, acaba por ser uma lufada de ar fresco, semelhante àquela que se tem quando se abrem as janelas de uma casa que já se encontra fechada há muito tempo ...
A ternura que dizes que eu tenho pelas «pessoinhas» é apenas e também o reflexo da tua própria ternura. És uma grande mulher e tens uma linda filha em cujas histórias me prendo pela beleza que emana de cada palavra com que as descreves. És uma pessoa com muita luz. És uma pessoa feliz porque a ti retorna todo o bem que trazes à vida de quem te rodeia.
Esta tua mensagem fala das avós, um assunto que me é particularmente grato – não só pelo que já tive oportunidade de dizer neste blog mas também porque tenho uma verdadeira devoção pela 3ª idade (como sabes) – mas isso fica para outro post.... esta descrição de avó podia bem ter sido feita por mim, em qualquer idade...
Sei que vais CORAR MUITO quando leres este post que te é inteiramente dedicado, mas esta é uma homenagem absolutamente justa à pessoa que és.
Obrigada minha querida C. Gosto muito de ti e admiro-te muito.
As tuas palavras são as que aqui deixo a verde, a cor da esperança. O teu mail é o que reproduzo a azul, a cor do mar. As minhas palavras para ti são laranja, a minha cor.
«Provavelmente já conheces, mas a ternura que tens pelas pessoinhas mais crescidas deve ser porque também pensas como uma criança naquilo que é essencial.»
Artigo redigido por uma menina de 8 anos e publicado no Jornal do Cartaxo. Uma delícia!
«Uma Avó é uma mulher que não tem filhos, por isso gosta dos filhos dos outros. As Avós não têm nada para fazer, é só estarem ali. Quando nos levam a passear, andam devagar e não pisam as flores bonitas nem as lagartas. Nunca dizem "Despacha-te!". Normalmente são gordas, mas mesmo assim conseguem apertar-nos os sapatos. Sabem sempre que a gente quer mais uma fatia de bolo ou uma fatia maior. As Avós usam óculos e às vezes até conseguem tirar os dentes. Quando nos contam histórias, nunca saltam bocados e nunca se importam de contar a mesma história várias vezes. As Avós são as únicas pessoas grandes que têm sempre tempo. Não são tão fracas como dizem, apesar de morreram mais vezes do que nós. Toda a gente deve fazer o possível por ter uma Avó, sobretudo se não tiver televisão.»
Caracol Familiar
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Caracolinha
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1:08 da manhã
17
folhinhas de couve
domingo, julho 17, 2005
« AAAAAAAAíííííííí a Minha Vida .... »
Noite de sexta feira. Início de fim de semana. Mãe a sul a gozar os prazeres do seu refúgio algarvio e da sua merecida reforma que chegou há mais ou menos um ano. Padrasto a caminho para se juntar a ela. Amigos. Os do costume.Está tudo combinado há mais de uma semana, com a Vespa a liderar o processo pois é ela a Xutomaníaca...
Apesar de ter dançado muito nos anos 80 ao som de músicas como «n’américa», não posso eleger os Xutos como estando no topo das minhas bandas preferidas, se bem que estão logo a seguir. Digamos que sou simpatizante, principalmente, depois do grande concerto a que assisti no Pavilhão Atlântico em Outubro último. É impossível ser indiferente à qualidade do som, à empatia dos Xutos com o seu público, à sua humildade e à descontracção e absoluta satisfação que revelam em palco.
Tudo o que envolve Xutos é para a Vespinha tão importante como é para o Marques Mendes correr com o Isaltino e com o (pseudo) Major Valentim para fora do PSD. Por isso foi levar com ela a semana toda com uma conversa recorrente do tipo «na 6ª feira não se atrasem heim ???? é para estar às 21 no sítio que combinámos...», com músicas e posts de Xutos no seu blog e por ai adiante.
Que, como diz o Mocho, a Vespa quando gosta nunca é pela rama. E é também por isso que todos nós gostamos dela desde a raiz do ferrão até à ponta das antenas !!!!
A equipa que se ia juntar à hora combinada já estava formada e incluía: a Vespinha como ponta de lança destacada, no meio campo o ZP. e a C., a Galinha como trinco e «à defesa» eu e o Mocho que, de todos, éramos os menos Xutodependentes ...
Depois do feliz encontro com um quarto de hora de atraso, apresentações feitas a quem eu não conhecia – ZP. já te disse que foi um prazer conhecer-te???? – eis que fiquei a saber que a nossa equipa integrava um suplente que eu estava também prestes a conhecer, o P., bem simpático, por sinal.
E lá fomos os sete fantásticos a caminho do Alfredo Keil, em Monsanto.
Quando chegámos, depois de 5 minutos a andar do carro até ao local do concerto, deparámo-nos com o cenário do costume: pessoas de todas as idades, desde bebes de colo com o famoso lencinho vermelho na cabeça, a senhores e senhoras de uma idade respeitável que bem podiam ser meus avós – e este lado é, também, intrínseco aos Xutos. Não há idade para se gostar, todos estavam lá com o mesmo intuito, o de prestar mais uma homenagem à sua banda de eleição porque também é isso que os Xutos fazem aos seus fãs quando tocam. Homenageiam-nos a cada acorde, tocam-lhes com cada palavra, abraçam-nos com cada actuação.
Quando escolhemos o lugar para poisar olhámos em volta e sorrimos. Não podíamos deixar de sorrir com aquela cumplicidade que anos de amizade confere, ao vermos pessoas como aquela senhora dos seus cinquenta e muitos anos, com um visual que ancorou nos anos 80, que vestia uma camisola azul bebe com uns enchumaços do tipo futebol americano e ao pescoço um colar da mesma cor da camisola composto por umas bolas de um tamanho descomunal que se assemelhavam a bolas de ping pong. À nossa frente dois casais cada um com seu bebe de lenço vermelho na cabeça, tiravam, orgulhosos, fotos dos rebentos.
Por volta das 22 e 10 as luzes apagam-se e anuncia-se que afinal de contas o concerto de Xutos vai ter uma primeira parte trazida por um grupo com um nome tão estranho como, na minha modesta opinião, a própria música que tocavam. SK6. Para quem aterra de pára-quedas e vai fazer a primeira parte de um concerto de uma banda como os Xutos, a tarefa é árdua. E, de facto, foi. Eu e o mocho não conseguimos evitar autênticos ataques de riso durante a sua actuação, principalmente quando eles diziam «agora vamos tocar uma que toda a gente conhece» e era ver as pessoas a encolher os ombros como que a perguntar de que raio é que eles estariam a falar...
Percebi que tocaram uma música dos Delfins (nem me lembro qual, acho que recalquei), e que tiveram o condão de a tocar quase tão mal como os próprios. Fora isso, nada mais.
Acabado que foi, pelo menos para mim, aquele martírio, finalmente o clima aquece quando se percebe que a entrada dos Xutos em palco está eminente.
Fui a correr para me aconchegar junto às peninhas do Mocho, pus as mãos na sua cinturita, encostei-me às suas costinhas e assim ficamos, juntinhos e a saltitar até ao fim do concerto que durou quase duas horas – os Xutos não brincam em serviço.
Do desfile com que nos brindaram destaco aquelas que mais gostei de ouvir: «o mundo ao contrário», «aí se ele cai», «n’américa», «maria», «a casinha», «dá um mergulho» e «dia de são receber» (esta última música provoca em mim um estranho efeito furacão que me faz dançar tresloucadamente sem parar um único segundo, se quiserem ouvi-la enquanto estão a ler este post, basta ligarem o som).
No final eu e o Mocho já estávamos mais para lá do que para cá e a Vespa, fresquinha que nem uma alface, continuava a debitar letras de músicas incessantemente e de asas no ar a aplaudir tudo e mais alguma coisa, com os olhitos a brilhar de tanta satisfação !!!!
No final um encore de mais 15 ou 20 minutos, sempre com a Vespa a bombar (ao ponto de, já no final, eu e o mocho que já estávamos sem pedalada para tanto gás, começarmos a gritar «CALEM A VESPA», «AMARREM A VESPA»), a banda despediu-se de todos atirando as t-shirts que envergavam aos fãs que estavam mais junto do palco.
Depois foi o regresso a casa com o sabor de mais um momento especial partilhado.
Uma noite que significou um verdadeiro XUTO no tédio e um PONTAPÉ na vulgaridade...
Parabéns Xutos.
Obrigada Mochinho pela reportagem fotográfica e pela cedência da fotografia.
Caracol Repórter X
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11:41 da tarde
21
folhinhas de couve
sábado, julho 16, 2005
« Já Vai .... »
Pois é, ontem o dia começou benzinho ... os planos incluíam um início de manhã desportivo, sim porque de manhã é que se começa o dia. Mas a realidade revelou um surpresa muito maior. |
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Caracolinha
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1:56 da tarde
21
folhinhas de couve
quinta-feira, julho 14, 2005
« Afundação » ...
Foi anunciado, no início do mês, pela mão do Presidente do Conselho de Administração da Fundação Gulbenkian, a extinção IRREVERSSÍVEL da companhia de Ballet dessa instituição, que, por acaso, já contava com uns respeitáveis 40 anos. |
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Caracolinha
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8:59 da tarde
20
folhinhas de couve
quarta-feira, julho 13, 2005
terça-feira, julho 12, 2005
O Direito à Diferença ...
Aceito e respeito mas incomoda-me pensar que existem pessoas que vestem, vêem, ouvem ou lêem isto ou aquilo só porque toda a gente o faz. Pessoas que acham que há uma idade para se fazer isto ou aquilo. Que vão a correr casar-se, mesmo correndo o sério risco de serem infelizes, porque têm medo de ficar para «tio(a)s», como se nós fossemos comparáveis a uma lata de feijões que perde a validade de um dia para o outro. Pessoas que olham para tudo o que os outros vestem de fio a pavio mas se esquecem de dar “os bons dias”... e outros que tais.
Lembro-me que uma das minhas maiores amigas da adolescência, com quem me recordo de meter conversa para a tentar conhecer, me chamou na altura a atenção porque toda a gente a achava antipática e esquizóide porque naquela altura, em 1983, ela se vestia tipo punk e usava um alfinete de AMA (obrigada IM...) na orelha.
Não descansei enquanto não fui ter com ela e não me arrependi. Por detrás daquelas roupas e a emoldurar aquele irreverente brinco de alfinete de AMA (obrigada IM...), escondia-se uma das pessoas mais criativas, meigas, interessantes e sensíveis que já conheci.
Cada vez menos acho que faça sentido que se ostracizem as pessoas apenas porque não fazem, não dizem, não sentem, nem pensam da mesma maneira que nós.
Conto-vos isto porque hoje, numa saída matinal para comprar o habitual bolo numa pastelaria que os fabrica divinalmente bem, à saída, e já de bolo na mão, dei de caras com um homem, dos seus quarenta e muitos anos, numa rua em pleno coração de Lisboa, a pavonear-se todo vestido de Batman. Ele era sapato com um tipo de perneira preta que subia até ao joelho, fato cinzento com a celebérrima inscrição do morceguito a preto num fundo amarelo, com direito a máscara com orelhitas e tudo e com uma capa em forma de asas pretas.
Ainda pus a hipótese de ser alguma coisa que tivesse a ver com a publicitação do filme (que, segundo creio, já estreou há alguns dias), mas o fato pareceu-me demasiado artesanal para que o que acabei de ver pudesse ascender à categoria de manobra publicitária. Ele, de facto, não estava nada com ar de quem estivesse a fazer aquilo por dinheiro. Apetecia-lhe e pronto.
Apetecia-lhe ser super herói e era mesmo. Vinha com o ar mais compenetrado do mundo e sempre que alguém olhava para ele era vê-lo a abrir as “asas” que lhe serviam de capa, numa espécie de dança nupcial que o fazia levantar os tornozelos do chão e flectir ligeiramente a cabeça para a frente em jeito de saudação.
É claro que eu, por defeito profissional e por ser uma eterna apaixonada pela observação e estudo do comportamento, fiquei a observá-lo até ele desaparecer do meu campo visual. Era fabuloso vê-lo. Não se metia com ninguém, não era malcriado, não gritava, nem falava. Sorria apenas. E passeava-se, orgulhoso na sua fatiota de super herói, como se o encarnar daquela personagem fabulosa o tornasse imune a todas as provocações e aos risos de alguns transeuntes.
Vou lembrá-lo por muitos anos. Disso tenho a certeza. Ele em mim nem sequer reparou. Se calhar é porque eu sou demasiado igual à generalidade das pessoas... ainda assim Sr Batman, foi um prazer cruzar-me consigo.
Caracol Super Herói
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Caracolinha
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7:36 da tarde
10
folhinhas de couve
segunda-feira, julho 11, 2005
Tou Que Não Posso ...
Hoje, ressalvando as respectivas diferenças, sinto-me mais ou menos assim ...
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Caracolinha
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7:42 da tarde
10
folhinhas de couve
sexta-feira, julho 08, 2005
A Minha VESPA ...
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Caracolinha
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7:20 da tarde
10
folhinhas de couve
quinta-feira, julho 07, 2005
Apelo
Hoje, e sempre, é nossa obrigação fazer e divulgar o bem e contribuir para causas nobres. Causas em que se empenham pessoas anónimas porque ainda acreditam que podem melhorar a vida dos que os rodeiam. |
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Caracolinha
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8:52 da tarde
9
folhinhas de couve
quarta-feira, julho 06, 2005
A Minha Avó «Zeca»
Apetece-me hoje, não por ser uma data especial mas porque todas as datas são especiais para falarmos daqueles que amamos muito. Das pessoas que transportam consigo o amor na sua forma mais pura, das pessoas que vêm a este mundo só com um intuito: o de fazer os outros felizes.
Era assim a minha avó. Mãe da minha mãe, minha mãe duas vezes ...
E eu, que ainda sou do tempo em que a imagem de todas as avós cabia naqueles padrões que não abundam hoje em dia, recordo a minha avó com saudade ao deparar-me com estas avós modernaças, cheinhas de madeixas e com um visual de fazer inveja a muita trintona como eu !!!!
A minha avó «Zeca» (como eu babosamente lhe chamava) tinha o cabelinho branco e encaracolado, que moldava um rosto que para mim era um dos mais belos do mundo, um rosto marcado pela passagem do tempo, que lhe fez nascer umas rugas que faziam daquela cara uma daquelas em que mais me apetecia depositar toneladas de beijos.
Lembro-me de lhe dizer que ela tinha «sobrancelhas de peluche», de tão macias que eram e do deslizar dos meus dedos ao longo daquela penugem de algodão. O sorriso era franco e fazia-se contornar por uns lábios finos. Os olhos eram castanhos, um castanho escuro que se tornava único e ainda mais bonito por colorir os olhos dela.
Desde que me lembro de mim que me recordo dela, com as suas mãos fortes e seguras mas que se tornavam delicadas e suaves quando me tocavam. Lembro-me das corridas que dávamos à volta de uma mesa redonda e de me rir à gargalhada só com aquela brincadeira. E de adormecer ao seu lado. Lembro-me de lhe pedir para me fazer cola com farinha porque a cola da papelaria tinha acabado e eu queria (porque queria) acabar de colar os meus cromos. Lembro-me do carinho com que ela acolheu um cão de caça que eu encontrei abandonado junto à praia (a quem pusemos o nome de «Vigia» porque ele estava sempre com um ar de quem procurava alguma coisa). Lembro-me dos seus braços que me enroscavam em abraços de conforto e de riso. Lembro-me de a ver a fazer crochet e tricot e lembro-me das almofadas lindas que fazia (recordo em particular uma que ela fez em forma de girassol). Lembro-me do tom da sua voz e dos aventais que usava quando cozinhava. Lembro-me de que o único dia em que ela não dispensava um dia inteiro de televisão era o dia do Natal dos Hospitais. Lembro-me de gostar de lanchar junto a ela, as duas sentadas nos degraus que davam para a cozinha. E de lhe dizer que ela era a avó mais bonita do mundo.
E era, de facto, a avó mais bonita do mundo.
O tempo passou, e nós passámos por ele, separadas pelo tecto, mas juntas pelos afectos e pela vida fora, com a cumplicidade que só um grande amor consegue.
O tempo passou ... e num dos primeiros dias do terceiro mês do ano de 1988, eu despedi-me dela, como fazia sempre que estávamos juntas, com um abraço forte e um beijo repenicado. Um beijo que nada teve de diferente de todos aqueles que eu sempre lhe dera. A não ser o facto de ter sido o último.
E porque todos os dias me lembro dela, quis hoje lembrar-me dela convosco.
Caracol Saudoso
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Caracolinha
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2:08 da manhã
14
folhinhas de couve
segunda-feira, julho 04, 2005
A Racionabilidade dos Irracionais ...
Esta é a história de uma foca. Não a da foca que aparece na imagem mas isso agora também é só um pormenor. |
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Caracolinha
às
7:55 da tarde
20
folhinhas de couve





















